quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Forças Curdas expulsam o Estado Islâmico de Kobani

Com tanto (e justificado*) entusiasmo com a vitória do Syriza, existiu outra importante vitória que quase passou despercebida a muita esquerda libertária.



Os paralelos com a guerra civil espanhola são vários (uma facção anarquista que quer ter autonomia sobre parte do território, uma facção fascista que quer tomar o estado, e uma facção apoiada pela Rússia que controla o estado), mas desta vez parece que o desfecho é diferente.

Estou muito curioso quanto a futuros desenvolvimentos.


*justificado, mas talvez imprudente.

Estou contente com a vitória do Syriza, e acho que seria mau (para a Grécia e para o mundo) não terem ganho as eleições. Mas vejo também muitas incertezas e, consciente dos riscos, o meu entusiasmo pela vitória do Syriza está temperado com uma forte dose de receio.

O risco mais imediato (para a Grécia e Europa) seria os gregos cederem à chantagem, escolhendo a opção eleitoral que mais convinha aos interesses financeiros, e esse risco foi ultrapassado.
Numa situação em que não ir a jogo resultava numa derrota garantida, os gregos decidiram ir a jogo - e a parada subiu.

Só que a mão de cada jogador ainda não foi revelada...