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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Deveríamos nacionalizar as nossas escolas", diz o ministro da educação sueco do Partido Liberal

A Suécia, e o seu modelo de concorrência entre escolas, teve a maior queda em Matemática de todos os 65 países analisados nos exames PISA. Muito se vai falar sobre isto, e sobre os resultados de Portugal. Eu fico-me por citações da conferência de imprensa que o ministro da educação sueco, Jan Björklund do Partido Popular Liberal, deu há poucas horas:

"The downturn was expected, it's been ongoing for 20 years"

"We should have made them state-controlled schools again back in 2006 or 2007"


terça-feira, 30 de junho de 2009

Lembram-se dos Abba?

Lembram-se de Björn Ulvaeus, o compositor e cantor das canções dos Abba? Como se pode ler no The Guardian, afinal é um dos nossos: laicista e empenhado na Associação Humanista Sueca. Ora leiam lá: «Religion and schools don´t mix».
  • «Without thinking too much about it at the time, when I wrote the lyrics for Abba's songs the message I wished to convey tallies well with campaigns launched recently by humanist organisations in the UK, US and Australia:

    "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life." (...) If it wished, Sweden could choose to refrain from using tax money to fund these independent schools. There is nothing in the European Convention on Human Rights that prevents such a course of action. But Sweden has chosen to go the other way. (...) It is important to guarantee people the right to believe whatever they wish. But people should be free to choose their own ideology or belief system when they have become old enough to think for themselves. (...)» (The Guardian)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Uma nova crise com cartunes?

Não é a prisão de um obscuro cartunista no Bangladesh que tem o potencial para provocar uma crise internacional. Pelo contrário, a publicação por um jornal sueco de cartunes que mostram um cão com cara de Maomé tem todos os ingredientes para gerar as polarizações tão queridas a quem deseja uma «guerra de civilizações». Os cartunes podem ser vistos na (bem nutrida...) página da wikipedia sobre esta polémica, ou no blogue do seu autor, o artista plástico Lars Vilks. Foram publicados pela primeira vez dia 18 de Agosto, um acto que já foi condenado pelos governos do Irão, do Paquistão, do Egipto, da Jordânia e do Afeganistão. Porque será que, desta vez, a «rua muçulmana» ainda não está a ferro e fogo?
Os desenvolvimentos mais recentes incluem uma ameaça de morte vinda da Al-Qaeda no Iraque, com oferta de recompensa monetária de 100 mil dólares pela cabeça do artista («150 mil se for degolado como um cordeiro»), e a passagem à clandestinidade de Lars Vilks, como é evidente. A Repórteres Sem Fronteiras apoia-o, Lars Vilks diverte-se a mostrar as caricaturas em público, a Argélia condena a Al-Qaeda. O governo sueco, de forma mais inteligente do que o dinamarquês, desculpou-se pela ofensa causada defendendo em simultâneo a liberdade de expressão, e convidou vinte e dois embaixadores estrangeiros para uma conversa amigável. Será essa a diferença face ao caso de há um ano e meio?
Ou será que vamos ver outra vez o mesmo filme? Vamos explicar outra vez o que é a liberdade de expressão? Poderá Maomé passar, por exaustão do outro lado, a ser um alvo de sátiras sem consequências de maior?

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]