quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O hijab e a Olimpíada

Não acho piada nenhuma ao uso do hijab por uma jogadora de voleibol de praia egípcia nos Jogos Olímpicos. Sendo o Egipto um país onde o uso do hijab felizmente não é obrigatório, a decisão do seu uso foi da responsabilidade da atleta. Tudo bem: um adulto deve poder vestir-se como quer na generalidade das situações. Mas será o desporto de alta competição uma dessas situações? A atleta faz parte da seleção de um país. Para ela ir outras não foram. Deve representá-lo o melhor possível. O hijab pode atrapalhar a prática do voleibol. O que diriam as atletas não selecionadas se o jogo se perdesse por causa do hijab? O que diria o treinador? O que diria a Federação respetiva?
Uma vez que não tenho nada a ver nem com o Egipto nem com voleibol de praia, esta questão é-me indiferente. Mas não seria se fosse egípcio, e principalmente ligado ao voleibol. O voleibol não é um desporto individual. Uma vez que os atletas são escolhidos para lá estarem, de certa forma nenhum desporto olímpico o é.

2 comentários :

  1. O uso do hijab neste caso é um provocação de índole religiosa que seria inadmissível caso a senhora fosse cristã e se apresentasse em traje de freira...

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  2. Ela foi escolhida para participar nos jogos Olímpicos por algum critério, presumivelmente desportivo. Isso não dá a ninguém o direito de decidir como ela se veste, se faz sexo na noite anterior com um tipo qualquer (para não dormir mal), ou se deve comer comida indiana que lhe possa indispôr o estômago.

    Não me parece que um atleta olímpico deva o que quer que seja aos seus seleccionadores ou ao seu país, que o escolhe (ou deve escolher) puramente por ele ter sido o melhor até à altura da seleção.

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