domingo, 8 de junho de 2014

Revista de imprensa (8/6/2014)


  • «Não quero estragar a festa, pá, mas não conheço instituições mais corruptas e impunes do que as do futebol. (...) Não compreendo que, por ser o maior desporto de massas, o futebol escape a toda a censura e todo o escrutínio e que as suas instituições sejam tratadas com um privilégio que nem as religiões monoteístas têm. (...) O futebol confere carta branca para mau comportamento em campo e fora dele e o mau comportamento é extensivo às claques, grupos tribais com características selvagens que não hesitam em recorrer ao crime e à agressão. A corrupção do futebol é totalmente tolerada e consentida. (...) Num país [Brasil] onde não se gasta em infraestrutura nem se melhora substancialmente a vida dos cidadãos de classes baixas e remediadas, num país onde falta tudo menos estádios, onde os trabalhadores que alimentam as cidades com mão de obra gastam horas nos transportes e habitam favelas, decidiu-se queimar a nota a construir estádios de nula utilidade. (...)» (Clara Ferreira Alves, Revista do Expresso, 7/6/2014)

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