quarta-feira, 29 de julho de 2009

Moral Majority

Mais outro escândalo sexual de mais um senador, desta vez do Tennessee, casado, pai de duas crianças, puritano, que declarou publicamente que as pessoas solteiras não deviam ter relações sexuais e depois se meteu na cama com uma funcionária de 22 anos.

Este ano ainda só vão quatro: um senador do Tennessee, o governador da Carolina do Sul, um senador do Nevada e um assessor duma senadora da Pennsylvania. Todos da extrema direita, puritanos e acusadores.

Devo dizer, em abono da verdade, que não são todos igualmente ordinários. Bill Maher comparou recentemente os emails de dois deles para estabelecer e clarificar as diferenças: as rebaixonices dos republicanos vão desde o simples adultério até às situações mais desgraçadas e embaraçosas.

11 comentários :

Miguel Madeira disse...

"declarou publicamente que as pessoas solteiras não deviam ter relações sexuais e depois se meteu na cama com uma funcionária de 22 anos."

Bem, se a funcionária for também casada não há problema...

Ricardo Alves disse...

«se a funcionária for também casada não há problema»

;);););)

Anónimo disse...

e sempre que dizem o que se deve fazer ou não, é baseado nos fundamentos da sua religião. as seitas evangélicas, a que geralmente pertencem, nada dizem sobre isto?

Anónimo disse...

O Bill Maher serve de exemplo para quê?

O Bill é um comediante muito inferior ao Ricardo Araújo (dos gatos)

Filipe Castro disse...

A miúda não era casada e o namorado dela apanhou-se com umas fotografias e desatou a pedir dinheiro ao senador... :o)

Filipe Castro disse...

Pode-se achar graça ao Bill Maher ou não (eu acho imensa e acho que o filme dele, Religulous, devia ser visto por toda a gente), mas os emails não foram inventados.

Anónimo disse...

A questão, caro Filipe, não é achar graça ou não.

O que é grave, é que haja quem confunde o meio de sobrevivência de um humorista - a palhaçada - com algo de sério ou doutrinário.
Ou seja: o Maher vive das palhaçadas que faz, tal como o Herman ou Ricardo (dos Gato Fedorento), nada de mal se as coisas forem feitas para rir e não para vilipendiar, ou infamar, ou injuriar.

O que é triste é que haja pessoas que levam essas palhaçadas a sério e fazem delas algo de académico, como se tivesse alguma validade institucional.
O mal não está nele, mas sim na ignorância das pessoas.

Filipe Castro disse...

Tristemente, o que V. chama 'palhaçadas' tem sido a voz da razão neste país onde metade dos políticos não acredita na evolução das espécies e acha que israel devia bombardear o Irão.

Como na URSS, e na faixa de Gaza, os comediantes são hoje uma reserva moral e a consciência dum país que ia elegendo vice-presidente uma bimbalhona que julgava que a Africa era um país e a Africa do Sul era o sul desse país.

José disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Achas, portanto que o que um comediante, ou um palhaço diz é algo que as pessoas devem aceitar como normativo moral!

Dizes que os USA, tido por muitos como uma superpotencia e um modelo, é um país onde os governantes são analfabetos, mas aclamados pelo povo, que, por exclusão de partes, também é analfabeto!

Não será que a tua forma de pensar é fruto da influncica destes factores e está o nivel deles?

Não tenho mais perguntas.
Faça-se justiça.

Filipe Castro disse...

Experimenta ver isto:

http://www.huffingtonpost.com/2009/07/29/gop-rep-tom-davis-warns-r_n_247482.html

São 5 minutos.