Anda pela blogo-esfera alguma agitação causada pelo artigo de Pacheco Pereira (JPP) no Público de quinta-feira. Sumariamente, o que penso é que JPP (desta vez...) tem razão no essencial; e que poucos o reconhecem devido à presunção característica do personagem.
JPP tem razão no essencial porque o fenómeno dos anónimos que escrevem nas caixas de comentários tem efectivamente aspectos nojentos(*). Há que recordá-lo sem pudores: nas caixas de comentários do Diário Ateísta, já aturámos ameaças de agressão física e insinuações sexuais, insultos em calão e pseudo-revelações sobre a vida privada dos que lá escrevem. Sempre de forma «corajosamente» anónima, e tudo porque somos ateus e não temos vergonha de daí tirarmos consequências.
Aliás, JPP é até muito meigo com os anónimos anónimos. O fenómeno, ao contrário do que o autor do Abrupto afirma, é específico da internete. Ninguém se atreveria a agredir-me na rua por eu escrever que a «Virgem de Fátima» é uma estória da treta, e nenhum dono de um café permitiria os insultos violentos que semanalmente se lêem em alguns blogues. Mas fazem-no nas caixas de comentários por uma razão óbvia: o anonimato protege e desresponsabiliza. Permite que quem anda direitinho e lavadinho no dia-a-dia se descomprima e solte a lama que lhe corre dentro nas caixas de comentários. Sem nome e sem responsabilidade...
(*) É evidente que há anónimos que não se aproveitam de estarem incógnitos para insultarem e ameaçarem. Mas não é desses que aqui me ocupo.
JPP tem razão no essencial porque o fenómeno dos anónimos que escrevem nas caixas de comentários tem efectivamente aspectos nojentos(*). Há que recordá-lo sem pudores: nas caixas de comentários do Diário Ateísta, já aturámos ameaças de agressão física e insinuações sexuais, insultos em calão e pseudo-revelações sobre a vida privada dos que lá escrevem. Sempre de forma «corajosamente» anónima, e tudo porque somos ateus e não temos vergonha de daí tirarmos consequências.
Aliás, JPP é até muito meigo com os anónimos anónimos. O fenómeno, ao contrário do que o autor do Abrupto afirma, é específico da internete. Ninguém se atreveria a agredir-me na rua por eu escrever que a «Virgem de Fátima» é uma estória da treta, e nenhum dono de um café permitiria os insultos violentos que semanalmente se lêem em alguns blogues. Mas fazem-no nas caixas de comentários por uma razão óbvia: o anonimato protege e desresponsabiliza. Permite que quem anda direitinho e lavadinho no dia-a-dia se descomprima e solte a lama que lhe corre dentro nas caixas de comentários. Sem nome e sem responsabilidade...
