sábado, 21 de maio de 2011

o debate final ou o final do debate?

Sócrates, no seu estilo habitual, defendeu algumas das (conhecidas) bandeiras do PS, criticou algumas das mais mediáticas (e perigosas) propostas do PSD, e assumiu a responsabilidade por medidas difíceis e impopulares que tomou. Apoiou-se numa série de documentos e números. Passos Coelho, muito mais agressivo que o seu estilo habitual, limitou-se a dizer mal de tudo. Penso que até conseguiu dizer mal do seu próprio programa. Apoiou-se "no que a malta pensa".

Para mim, para além das questões do modelo social, que o PSD essencialmente quer destruir, o ponto chave encontra-se numa pequena discussão no final do debate. Nas palavras dos próprios: Passos Coelho quer recuperar competitividade mexendo na TSU. Sócrates quer recuperar competitividade apostando nas qualificações, no apoio às empresas exportadoras (onde referiu em 15% o custo do trabalho nas mesmas, tornando praticamente irrelevante qualquer alteração da TSU), no investimento em ciência e tecnologia, e na mudança de paradigma do tecido produtivo. Mais palavras para quê?