Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social, «estava convencido» de que a expressão «pressão inaceitável» estava escrita no relatório que mandou escrever, assinou e votou favoravelmente.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A religião do futebol
O Carlos Guimarães Pinto parece não entender que o principal problema da religião do futebol não é distrair as pessoas: isso, em abstracto, não tem realmente grande mal. E é tão legítimo como qualquer outra forma de entretenimento (embora haja entretenimentos mais sofisticados, mas quem sou eu...). O problema é outro: os religiosos do pé-na-bola são, regra geral, incapazes de criticar os subsídios estatais de que beneficia esta religião (caso de estudo: o «Euro 2004»). Todas as seitas do pé-na-bola, grandes (FCP, SLB, SCP) ou pequenas se unem no momento de exigir a bagalhoça do Estado para construir os seus estádios, mesmo que depois não sirvam para nada. E os adeptos lá vão, de cachecolzinho, celebrar o desperdício de dinheiro público. Há também a questão de se designar como pseudo-representantes nacionais um grupo de indivíduos dos quais se ignora a declaração de IRS...
E acabou-se o "11 por todos"!
O anúncio da GALP com que éramos constantemente bombardeados durante o recente campeonato europeu de futebol, a "Carta a Portugal" de seu nome, foi das coisas mais estúpidas a que eu pude assistir. Alguém deveria ter explicado ao menino Guilherme que, se ele não encontrar condições para ficar em Portugal, tal deve-se ao país. E é aos governos que ele deve exigir que prestem contas e que a situação melhore; não a uma equipa de futebol. Se assim fosse, a crise da Espanha teria acabado este fim de semana. Lamento que ninguém, na seleção de futebol, tenha esclarecido o menino Guilherme sobre isto, e ainda se tenham prestado a gravar aquele infeliz anúncio. Mas, já no Euro 2004, com o (também) patético anúncio do "Menos Ais" (um antecessor do "menos piegas"), a GALP nos mostrava o seu patrioteirismo mais bacoco (será que pagam cá os impostos todos?). Sempre com a direita no poder.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Só más línguas inventariam isto
Os serviços secretos, ainda por cima alemães, seriam capazes de destruir documentos sobre uma célula neonazi que matou dez pessoas sem ser incomodada por isso durante uma década?
E os mesmos serviços seriam capazes de manter milhares de páginas sobre dezenas de deputados de esquerda?
É evidente que a resposta a estas perguntas só pode ser «não». Nenhuma democracia se deixaria destruir assim.
Autor:
Ricardo Alves
às
23:37:00
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Serviços secretos
Uma ideia genial
O chefão dos serviços de criminalidade organizada pelo Estado (vulgo «serviços secretos») afirmou numa Comissão Parlamentar que «seria uma mais-valia os serviços poderem ter acesso aos registos telefónicos dos seus funcionários, eventualmente até realizar escutas, e ver as suas comunicações electrónicas».
Acho a ideia genial. Os «secretitos» já efectuam escutas telefónicas, em violação da Constituição e da lei. Agora, uma parte dos serviços iria vigiar a outra parte, também em violação da Constituição e da lei. Depois, outra parte iria vigiar os que vigiam os anteriores, também em violação da Constituição e da lei. E por aí fora, até ao delírio total em que tivéssemos toda a gente a escutar toda a gente, em violação da Constituição e da lei (o que é que isso interessa?), numa espiral de crime iniciada por causa dos quatro potenciais terroristas islamistas residentes em Portugal. Lindo.
Como se não bastasse, os constitucionalistas debatem a violação da Constituição como se fosse um assunto sério. Está tudo louco.
Acho a ideia genial. Os «secretitos» já efectuam escutas telefónicas, em violação da Constituição e da lei. Agora, uma parte dos serviços iria vigiar a outra parte, também em violação da Constituição e da lei. Depois, outra parte iria vigiar os que vigiam os anteriores, também em violação da Constituição e da lei. E por aí fora, até ao delírio total em que tivéssemos toda a gente a escutar toda a gente, em violação da Constituição e da lei (o que é que isso interessa?), numa espiral de crime iniciada por causa dos quatro potenciais terroristas islamistas residentes em Portugal. Lindo.
Como se não bastasse, os constitucionalistas debatem a violação da Constituição como se fosse um assunto sério. Está tudo louco.
Revista de blogues (3/7/2012)
- «No child's body is irreparably altered by his first Holy Communion. But I would have the same views if it were my own church practising this. I haven't exactly been deferent to my own ecclesiastical authorities in matters of public policy and morals. So sorry about the insensitivity. But someone else's taboo is not mine. And I was much more insensitive when publishing drawings of the prophet Muhammed. But anyway, this is not about Judaism any more than it is about Islam. It is about human autonomy, and the freedom to have bodily integrity. I think that's a case worth making - until a boy is man enough to make the decision for himself.» (Andrew Sullivan)
Autor:
Ricardo Alves
às
01:18:00
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Novo inquérito: a circuncisão deve ser crime?
Já está na barra lateral o novo inquérito, com a pergunta: «A circuncisão, quando efectuada a menores e sem razão médica, deve ser crime em Portugal?». Respostas: «sim»/«não»/«não sei».
Autor:
Ricardo Alves
às
14:34:00
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domingo, 1 de julho de 2012
BPN: as novidades são sempre desagradáveis
«Condenados do BPN gerem fundos do Estado»
«Estado assume dívidas de Duarte Lima e Baía ao BPN»
São mais episódios de uma saga interminável.
«Estado assume dívidas de Duarte Lima e Baía ao BPN»
São mais episódios de uma saga interminável.
Autor:
João Vasco
às
19:38:00
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