quinta-feira, 17 de novembro de 2011

meu querido jürgen

«[...] O representante da Comissão Europeia na troika [Jürgen Kröger] garantiu ainda que gostava muito de ter encontrado folgas no orçamento. «Gostávamos de ter detectado uma folga que permitisse evitar o corte de dois salários, mas não a encontrámos. E quanto à possibilidade de usar os fundos de pensões da Banca para compensar o corte de um dos salários, essa troca não existe», assegurou [...]» [1]

Ora deixem-me rebobinar... Portanto, um cabrão de um alemão com responsabilidades políticas a nível Europeu vem a Portugal afirmar, publicamente e enquanto representante da Comissão Europeia, que o governo nacional deve cometer uma inconstitucionalidade.

Sabes, meu querido Jürgen, outra coisa que é inconstitucional cá na terra? É apanhar-te num beco escuro e partir-te a boca toda, meu filho da puta.

Posto isto, pergunto-me: o que aconteceria se os milhares de vítimas da violência gratuita do governo e da troika realmente se organizassem para enviar alguma tipo de mensagem de resposta? Por exemplo, seguindo o espírito anterior, uma espera à porta do hotel destes senhores? Se voltassem para o FMI, para a Comissão Europeia, para o BCE, sem dentes e sem rótulas, tão depressa não teriam coragem de regressar a Portugal (ou a qualquer outro país) e fazer afirmações tão bárbaras quanto estas; ou sequer achar que podem seguir estes programas neo-liberais intocados. Não tenhamos ilusões: esta gente não nos está a "ajudar", não lhes devemos nada. Muito pelo contrário!; não é por usarem fato e gravata e se acharem muito importantes que estão a ser menos bárbaros e menos violentos do que a minha anterior sugestão. Nesse caso, a resposta descrita estaria à altura de ser bastante bem captada por toda a gente. Estaria "entre iguais".