domingo, 20 de novembro de 2011

lições para a social-democracia europeia



«[...] Firstly, the Left should state clearly that the priority for Europe is economic growth, more particularly green growth, not austerity. That means rejecting the orthodoxies of Maastricht, the ECB and the Bundesbank. Instead there should be an immediate cut in ECB interest rates and active intervention to weaken the euro against other currencies. The ‘strong’ euro policy of the ECB penalises all the weaker economies of southern Europe making their exports much more expensive and meeting the conditions of EU and IMF loans all the harder. Secondly, it should support a range of measures which Europeanise the debt problem. Former Prime Ministers Amato and Verhofstadt have proposed a transfer of Maastricht-compliant debt of up to 60 per cent of national gross domestic product to a Union debit account that is not traded. Its interest rates thereby would be decided on a low and long-term basis by Eurozone finance ministers rather than rating agencies. This would strengthen governments and curb the speculators. Thirdly, the ECB should issue Eurobonds, drawing on the basic economic strength of the European currency. This would attract funds from the central banks of the emerging economies and sovereign wealth funds and should be used for an extensive programme of green investments. Fourthly, the Left should strongly back the Commission’s proposal for a financial transactions -’Tobin’-tax both to rein in financial speculation and to raise significant revenues for new European-wide initiatives [...]»

Mas vale a pena ler tudo.

3 comentários :

  1. Baixar a taxa de juro é uma estupidez. No melhor dos casos não faz nada, porque as pessoas estão crivadas de dívidas e não querem pedir mais emprestado. No pior dos casos causa novas bolhas especulativas (mais construção civil, etc).

    Baixar o valor (taxa de câmbio) da moeda é ridículo, dado que a zona euro, no seu todo, tem um comércio externo equilibrado, isto é, exporta tanto como importa. A zona euro no seu todo não tem défice externo, não precisa de exportar mais.

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  2. Ricardo,
    há um programa social-democrata para sair da crise da zona euro.

    Esse artigo é bastante bom porque o resume:

    1) Fomentar o crescimento económico (eu aí seria mais radical e defenderia a re-industrialização da Europa);

    2) o BCE assumir a dívida e emitir títulos de dívida;

    3) Taxa Tobin.

    Alguma destas medidas já têm defensores institucionais: a taxa Tobin, por exemplo, tem feito sucesso.

    O problema é que não há protagonistas para assumir este programa. E todos os PM´s sociais-democratas estão a ser varridos. Depois de ontem, acho que na zona euro só devem sobrar governos «de esquerda» em micro-países da zona euro.

    A única hipótese de haver uma viragem será a eleição de François Hollande, porque será o presidente de um dos países que ainda retém peso na zona euro. Mas isso é só em Abril-Maio. Não sei se ainda haverá euro nessa altura.

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  3. lavoura: ou seja, está a dizer que não existe crise económica a nível europeu, e que os desenvolvimentos industrial e sócio-económico na zona euro são uniformes. pois...

    ricardo: completamente de acordo. mais, defender a re-industrialização não é ser radical, é pensar em construir um futuro melhor. de acordo também que a primavera pode vir demasiado tarde para salvar o euro. daí insistir que o combate à "austeridade" deve crescer exponencialmente. é a única coisa que nos resta para ganhar tempo...

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