sábado, 26 de novembro de 2011

knock out por pura mediocridade



Senhoras e senhores, sejam bem-vindos a mais um grande combate!

No canto direito do ringue, o ilustre Miguel Relvas! Conta no seu palmarés com uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais com a tenra idade de ...hmmmm... 46 anos, pela Universidade ...hmmmm... Lusófona! [pausa] Sim!; invejável, senhoras e senhores, invejável! [nova pausa] Tudo leva a crer um temível adversário!

No canto esquerdo do ringue, temos Joseph Stiglitz! Ora vejamos, por onde começar? Doutorado pelo MIT aos 24 anos, vencedor da medalha John Bates Clark aos 36 anos e do Prémio Nobel da Economia em 2001. Foi ainda vice-presidente do Banco Mundial. Agora sim!; um verdadeiro oponente de peso!

Soa o gongo e ... começa o combate! Relvas sai disparado, com uma fúria privatizadora e destruidora do Estado Social, em raiva lança o primeiro golpe:

«[...] A austeridade tem de ser assumida como a solução [...] Não há alternativa [...]» [1]

Falhou! Falhou! Stiglitz desviou-se exemplarmente do golpe completamente impreparado e —temos que o dizer!— medíocre mesmo, de Relvas. E já lançou o contra-ataque:

«[...] Austeridade é receita para suicídio económico [...] Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão [...]» [2]

No tapete! Senhoras e senhores, Relvas está inanimado no tapete! Foi simplesmente fulminado em segundos! Knock Out!

Comentário: Num período que vai ser um marco histórico do século XXI, sermos governados por gente medíocre e desqualificada como Miguel Relvas e seus compinchas vai ser reconhecido muito em breve como um erro absolutamente fatal. A questão que vai ficar por responder será sempre "qual a causa da apatia geral que não permitiu aos portugueses perceberem quem realmente tinha usurpado o poder?"

4 comentários :

  1. A resposta é: «a propaganda e a desinformação».

    Muitas pessoas acreditam que «não faz sentido as pessoas manifestarem-se porque não há dinheiro, não há nada a fazer», como ainda hoje ouvi a propósito da greve.

    Quando mostro como o número de greves tem diminuído, como a sindicalização tem diminuído, e como em resultado tem aumentando a desigualdade e a precariadade, as pessoas percebem que afinal a história tem sido muito mal contada. Desde os anos 80 a produtividade duplicou, no entanto o lazer e qualidade de vida não são testemunhas deste aumento. A riqueza foi toda para o topo, e não teria ido se as pessoas soubessem que há algo a fazer - mas têm de estar atentas, e não confiar na propaganda oficial...

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  2. É o segundo post de trampa seguido que escreve, Ricardo. Tem que tomar uma bebida forte para meter outra vez as peças no sítio. Mas fala num exemplo que merece reflexão. A primeira geração madura de licenciados nas universidades privadas populares atravessou a sociedade e tornou-se maioritária na política. É diferente, não é?

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  3. Acho que o comentário do Nuno passa um bocado ao lado da questão. A mediocridade dos políticos é um fenómeno que tem que ver com a tomada do poder pelos ricos e a despromoção dos políticos. Os políticos passaram a ser paus mandados cuja sobrevivência depende de repetirem slogans em vez de pensarem no mundo que vão deixar aos próprios filhos.

    As universidades privadas - que são um esquema para roubar os pobres que não têm acesso ao ensino público gratuito - servem bem para formar esta classe de sabujos sem coluna vertebral.

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  4. "bem para formar esta classe de sabujos sem coluna vertebral."

    Desde que sejam tementes a deus, o nuno gaspar fica satisfeito.

    Aliás, todos sabemos que a crise económica é culpa do ateismo, o maior drama da humanidade...

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