quinta-feira, 26 de maio de 2011

repensar a(s) dívida(s)

Para quem tem seguido as discussões nas caixas de comentários (sim, estou-me a referir a vocês os três), deixo aqui uma referência interessante: repensar a dívida sem a re-estruturar.

«[...] The aim was to uncover the amount of interlinked debt between Portugal, Ireland, Italy, Greece, Spain, Britain, France, and Germany; and then see what would happen if they attempted to cross cancel obligations. [...] The countries can reduce their total debt by 64% through cross cancellation of interlinked debt, taking total debt from 40.47% of GDP to 14.58% [...]» [1]

Antes:

Depois:


[1] --- The Great EU Debt Write Off

4 comentários :

  1. o que impede isto de acontecer - pois que as maturidades tb se podem negociar - é tb aquilo que nos vai matar a todos: a ganância dos cds'.

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  2. Isto não é assim tão simples, porque a dívida na verdade não pertence a países, ela pertence a particulares.

    Por exemplo, se eu emprestei dinheiro ao Estado alemão, e um particular alemão emprestou dinheiro ao Estado português, não é fácil obrigar-me a mim a ficar com dívida do Estado português, e ao particular alemão a ficar com dívida do Estado alemão. Ao fim e ao cabo, cada um de nós emprestou dinheiro a quem quis, e não quis emprestar dinheiro a outrem.

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  3. Mas o Luís Lavoura autorizou o Estado alemão a vender a sua dívida?!

    É que a questão é essa...

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  4. RA, por acaso esse exemplo näo se pöe, o Estado Alemäo está impedido constitucionalmente de comprar dívida soberana alheia!

    Ou estou a confundir?

    Mas a questäo é mesmo essa: normalmente os Estados compram dívidas de outros Estados com o dinheiro que lhes foi emprestado... sem pedir licença ao credor! Mas lá está, é uma ganda negociata! A Finländia paga ao credor 2% e a seguir empresta o mesmo montante a Portugal a 7%. Ui ca bom! O problema, claro, é se o calote de Portugal passa a... difote!

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