domingo, 9 de maio de 2010

tudo na mesma, como a lesma?

Em pleno Fado do avolumar da dívida externa, Lisboa escuta a barulheira das celebrações do Futebol ... a escassos dia da chegada do papa a Fátima. Será de mim, ou o défice de crescimento desta sociedade não é apenas económico?

12 comentários :

  1. Este é, e parece ir continuar a ser, o problema nacional: O desperdício de esforços em direcções erradas. Em oportunidades desperdiçadas.
    Vejam-se já os recuos nas reformas indispensáveis, em relação ao Governo anterior.
    Um passo em frente, dois atrás!

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  2. Vai ser engraçado ver o estado em que os benfiquistas, a vomitarem e entornarem vinho, deixam a cidade para receber o Papa. Lisboa vai parecer o Técnico depois de um dia de arraial do caloiro.

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  3. Um horror. Portugal é assim porque as pessoas não acreditam que poderia ser melhor.

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  4. Este pavor da esquerda republicana em misturar-se com o povo deve ser motivo de aturada reflexão e de extensos estudos académicos. Dantes, no meu tempo, a esquerda preocupa-se com o povo, fazia política para o povo, queria o povo feliz. Claro que o queria educar mas não demasiado porque um povo educado pode ser perigoso e a esquerda não gosta de correr riscos.

    Acabada a religião, acabariam em seguida com o futebol. Nem quero pensar o que obrigariam os cidadãos a fazer nos seus tempos livres. Não devia ser nada de bom.

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  5. «Claro que o queria educar mas não demasiado porque um povo educado pode ser perigoso»

    As coisas que se dizem sem qualquer fundamento...


    Uma grande diferença entre as ditaduras de esquerda e de direita, no muito de horrível que têm em comum, está no quanto educam o povo.
    Enquanto o Salazar poupava tostões na escola pública, no regime soviético, cubano, etc... formavam-se médicos, engenheiros, e tudo o mais em abundância. Hábitos de leitura, de raciocínio, de reflexão.

    Uma coisa boa da esquerda é precisamente essa de previligiar a educação, como a história tem mostrado.

    Sim, é verdade que a esquerda antipatiza mais com certo entretenimento que acredita alienante (futebol, música pop, outros aspectos da cultura de massas, e sim, a religião também), e isso não me parece nada de errado por si, desde que seja feito de forma liberal: sem exercer coerção por quem quer disfrutar de tais "prazeres alienantes".

    Como liberal que sou, também me incomoda que alguma esquerda queira condicionar o cinema, a música pop, a moda, ou até o desporto.
    Mas, a direita menos liberal também o faz, com outras objecções (mais puritanas, por exemplo).

    Aqui a diferença está em ser liberal ou não, e não em ser de direita ou esquerda.

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  6. João Vasco

    Não o sabia um liberal de esquerda. Fico muito surpreendido. Vejo que a esquerda republicana não liberal tem um sentido de preenchimento de tempos livres muito semelhantes a alguns movimentos católicos que conheço. Os extremos tocam-se, é verdade.

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  7. No que diz respeito a questões de liberdade individual, como seria de esperar, a esquerda (republicana??) não liberal é semelhante à direita não liberal. A forma é diferente, mas o conteúdo é semelhante na medida em que é - como os nomes indicam - não liberal.

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  8. A barulheira das celebrações do futebol seria exatamente a mesma em Londres ou Amesterdão. Não tem a ver com "o Papa", nem tem a ver com Portugal. Nem creio que isso faça de nós um país pior. Da minha parte, só tenho pena que não seja com o meu clube!

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  9. Quanto ao puritanismo, é o extremo da obsessão com a pureza, como o próprio nome indica.

    Mas a esquerda pode ser tão puritana como a direita, e as diferenças estão no alvo do puritanismo.

    À direita talvez a moral e a alma, a tradição, a hierarquia; à esquerda o corpo e a saúde, a ecologia, o progresso. E alguma preocupação com a pureza de princípios é comum tanto à direita como à esquerda.

    O grosso da população estará no meio mais "relaxado", mas as pessoas, de facto, são mais parecidas do que por vezes gostam de admitir...

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  10. Muto bem, Francisco Burnay. Palavras sábias.

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