terça-feira, 28 de julho de 2009

não é caso de polícia, mas fica igualmente mal na fotografia...

«[...] Em apenas uma semana, o valor dos rendimentos líquidos dos accionistas da Liscont com o negócio dos contentores passou de 4,2 milhões de euros para 7,4 milhões de euros, refere o relatório do Tribunal de Contas. No parlamento o PS optou pelo silêncio, depois da intervenção da deputada do Bloco Helena Pinto, que classificou o negócio do Estado com a empresa do grupo Mota-Engil de "escândalo nacional". [...]

O relatório do Tribunal de Contas não deixa dúvidas: "os representantes do sector público que negociaram este projecto aceitaram, nas últimas revisões efectuadas ao caso base, durante a semana que precedeu à data de assinatura do contrato, aumentar a rendibilidade accionista, sem contrapartida alguma para o concedente público", considerando essa atitude de "objectivamente incompreensível". [...]»


[Esquerda.Net --- 23-Jul-2009 ]

«[...] O tráfego é o elemento essencial do rendimento da concessão do terminal de contentores e, recorda o TC, “se ele descer para valores abaixo dos fixados na matriz de procura do caso base, quem passa a assumir o ónus do risco do negócio é o concedente público”. E as previsões de tráfego inscritas no Caso Base são, no entender dos auditores, “objectivamente sobreavaliadas” [...]

Mas se estas previsões de tráfego não forem cumpridas, o risco não é totalmente assumido pela concessionária – como é era, alias, no contrato que a Liscont tinha em vigor antes da prorrogação.

O Estado assumiu partilhar esse ónus ao estabelecer uma matriz de risco de procura que dá lugar à reposição de equilíbrio financeiro sempre que os valores de movimentação acumulados sejam inferiores a mais de 20 por cento do que o previsto, já a partir de 2009. [...]»


[PÚBLICO.PT --- 22.07.2009]

2 comentários :

Anónimo disse...

A culpa não é do partido "socialista" ou falta de denúncias, ou injustiça, ou falta de acção da oposição. A culpa é da parteira. Onde vai parar este país?

Filipe Castro disse...

Não é um caso de polícia, mas podia ser. Quando um membro do governo favorece uma empresa num negócio do estado...