quarta-feira, 19 de novembro de 2008

avaliação?? isso é que não!!

«[...] António Vitorino defendeu ontem que o problema da avaliação dos professores devia ser entregue a uma comissão independente, aceite por ambas as partes, inspirada no modelo inglês. O socialista diz que só assim se poderá ultrapassar um conflito que “está prisioneiro de muitas paixões”. [...]

António Vitorino pensa que só assim seria possível introduzir “um pouco de independência e de razoabilidade a um conflito que, já se percebeu, está prisioneiro de muitas paixões”. [...]»


(PÚBLICO.PT --- 18.11.2008)

«[...] A Plataforma Sindical dos Professores rejeitou hoje a hipótese de se criar uma "comissão de sábios" para negociar o processo de avaliação dos docentes, como propôs ontem o socialista António Vitorino. [...]

Para Mário Nogueira, a negociação tem de ser feita sempre entre os sindicatos e o Ministério da Educação [...]

"Não há negociação possível sem a suspensão do actual modelo de avaliação", disse [...]»


(PÚBLICO.PT --- 18.11.2008)

«[...] Depois de ser persistentemente acusada de autoritarismo, de ser ditadora, de "autismo" ou de ser um "quero, posso e mando", a ministra da Educação… cedeu.
De facto, Maria de Lurdes Rodrigues admitiu fazer alterações à avaliação dos professores, no que respeita a «condições de tempo, processuais, de desburocratização, de melhoria das condições de trabalho e de melhoria das condições de percepção da legitimidade dos avaliadores». [...]

Perante as intenções ministeriais que referem expressamente a possibilidade de alteração de TODOS os aspectos do sistema de avaliação que têm sido alvo das críticas dos professores, mas sem desistir dos seus intentos de prosseguir no projecto global de levar a cabo a implementação de um sistema de avaliação de desempenho dos professores, o que decidiu a mui nobre classe e corporação dos professores? [...]

O que foi decidido foi «continuar a luta» e anunciar já para o próximo dia 3 de Dezembro uma «Greve Nacional dos Educadores e Professores», «vigílias» à porta do ministério e ainda greves regionais.
E, no dia 19 de Janeiro de 2009, por ocasião dos dois anos de publicação do "Estatuto da Carreira Docente" haverá nova Greve Nacional para encerrar todas as escolas do País. [...]

O que os professores portugueses pretendem não é negociar nem contribuir para a melhoria do processo. É mesmo A RECUSA de todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho que não seja uma «auto-avaliação» seguida de um «processo de reflexão», obviamente sem atribuição de notas que impeçam a progressão automática de todos até ao topo da carreira. [...]»


(Random Precision --- Novembro 18, 2008)

4 comentários :

jc disse...

Além do delírio militante de um admirador do primeiro-ministro, tem alguma base racional para afirmar que os professores recusam qualquer modelo de avaliação?
Pode fundamentar? Exemplificar? Demonstrar?
Tenho este espaço, que frequento enquanto leitor, como um sítio onde escreve gente de esquerda e intelectualmente honesta. Este título, mentiroso, de pura propaganda partidária, obedecendo cegamente às orientações de V. Moreira (perdidos os votos dos professores, lançar sobre eles a calúnia para que os traumatizados pelo ensino votem PS), no mínimo destoa um bocado.
É triste.

JDC disse...

Quando muito, o que este post mostra é que os sindicatos, que deveriam representar a vontade dos professores, estão mais dispostos a seguir uma agenda política de guerrilha e desestabilização.

F. Penim Redondo disse...

Ponho-me a pensar sobre como reagirão estes professores pimba no dia em que os alunos, que os viram desfilar na televisão, lhes entrarem pela sala de aula com um cartaz em que sejam eles próprios os caricaturados (como jumento, por exemplo).
Não sei o que concluir.
Hoje, junto ao Oceanário da Expo, passava uma turma com a sua professora naquilo que seria, penso eu, uma visita de estudo.
Na imediações de uma casa de banho pública existente no local um dos alunos gritou a plenos pulmões:

Stôra vou cagar !!

A mensagem dele, e o significado deste singelo episódio, são ambos brutalmente claros

Anónimo disse...

Sobre a pergunta de jc:
Tenho eu, provas de que os professores recusam ser avaliados. Sabe porquê? porque sou professora há 26 anos e conheço, por dentro, a cultura de mediocridade e fanatismo daqueles que falam tal qual como no post de jc. E que têm uma grande vida, que não querem perder, juntamente com a incompetência que não querem revelar!