quinta-feira, 23 de outubro de 2008

estalou o verniz vermelho na venezuela

«[...] O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu com o Partido Comunista (PCV) e com outros sectores de esquerda que o apoiaram durante 10 anos, acusando-os de "mentirosos, desleais e contra-revolucionários", por apoiarem candidatos estaduais e municipais alheios ao seu agrupamento político, o PSUV [...]

"Encarregar-me-ei pessoalmente de que desapareçam do mapa político venezuelano", assegurou. [...]

Oscar Figuera, secretário geral do PCV, disse à IPS que as palavras de Chávez foram "injustificadas e gratuitas", [...] "no terreno eleitoral, das 22 candidaturas a governadores apresentadas pelo PSUV, apoiamos 17" [...]

Chávez, que percorre o país em apoio aos seus candidatos, chama "traidores" e "vendidos" aos dissidentes, assegura que os afastará do mapa político e endureceu o discurso face aos opositores, qualificando a alguns de "imbecis" e ameaçando não entregar recursos aos governos locais que "conspirarem" contra as suas políticas. [...]»


(Esquerda.Net --- 20-Out-2008)

4 comentários :

JDC disse...

A caminho do partido único! Viva a democracia socialista!

É o espírito do "se não estão comigo, estão contra mim".

Não é preciso acreditar em deus para se ter uma religião, está visto...

dorean paxorales disse...

Será que já se pode dizer que Chávez é anti-comunista?

matarbustos disse...

se por um lado a insistência na ideia do partido único é irritante, é notório o bias desta «síntese noticiosa».

para além de se tratarem de eleições regionais, o contexto das acusações de chavez é local (pois como se afirma, o seu partido tem apoio do pcv na maioria das candidaturas)

por outro lado, a questão dos recursos decorre de um discurso em que ele acusa os governadores opositores de não investir e desviar os fundos que o estado atribui a essas regiões (inclusivé sublinha que o estado do seu opositor mais directo é o que mais priveligiado no que toca a distribuição de fundos)
segundo li, chavez não disse que reduziria os recursos às regioes opositoras, apenas alertou para que esses recursos não seriam investidos segundo as intenções do governo por boicote dos seus opositores (várias obras com atrasos injutificáveis, etc)

tem piada também a fé que se deposita nas sondagens, quando está mais que visto que a manipulação é generalizada.

enfim, quando se é pouco exigente na análise, surgem estas peças jornalísticas que nada acrescentam a não ser o eco do costume...

matarbustos disse...

mas esclareço que abomino a linguagem do chavez e esta ideia de que é incapaz de medir as palavras, uma característica que o aproxima paradoxalmente do seu inimigo de estimação, mr. danger

mas valha a verdade que igual nojo podemos sentir nos actos eleitorais nas autárquicas em portugal, e nem me estou a referir ao expoente máximo (mínimo) ajjardim