quinta-feira, 30 de outubro de 2008

escolhas fiscais em portugal?

«[...] [O] Bloco anunciou o voto contra o Orçamento de Estado do governo e fez a proposta de taxar mais 5% do IRS aos milionários, uma medida que renderia ao Estado mais mil milhões de euros. [...]

Esta medida renderia mil milhões de euros. Só Américo Amorim e Belmiro de Azevedo contribuiriam com 250 milhões de euros”, disse Francisco Louçã na conferência de imprensa a meio do primeiro dia das jornadas.

O imposto sobre as grandes fortunas abrange os detentores de rendimentos superiores a 100 mil euros, rendimentos de mais-valias bolsistas ou imobiliárias superiores a 50 mil euros ou para proprietários de património mobiliário ou imobiliário que ultrapasse os 500 mil euros.

A penalização fiscal dos "pára-quedas dourados" é outra das medidas que o Bloco quer ver implementadas. Louçã deu como exemplo a ex-administração do BCP, “sete homens que, em 31 de Dezembro do ano passado, receberam 90 milhões de euros, o equivalente a dez mil anos do salário médio em Portugal. Não aceitamos que esse prémio gigantesco seja tributado como um simples rendimento do trabalho”. “Penalizar fiscalmente os ‘pára-quedas dourados’ é uma medida de decência de que o Bloco de Esquerda nunca abdicará”, defendeu o deputado bloquista, propondo uma taxa especial de 75% de IRS sobre estes prémios e comissões e o agravamento de 5% do IRC para as empresas que os paguem [...]»


(Esquerda.Net --- 23-Out-2008)

2 comentários :

Pedro Fontela disse...

Pois e se irritassem os donos dessas empresas para onde iam o senhores deputados e ministros depois de acabar a sua carreira política? Pior ainda... imaginem que um dia lhes tributavam os seus "péra-quedas" dourado...

JDC disse...

Com 75% de IRS sobre estes prémios e o agravamento de 5% do IRC das empresas que o paguem resultaria numa deslocalização dessas mesmas empresas. Com a globalização não há nada mais fácil do que ter artifícios destes, basta ver a empresa Google que tem os servidores num país, os gabinetes de desenvolvimento noutro e a sede num terceiro, tudo para aproveitar as condições fiscais para cada sector da empresa.

Está claro que é obsceno os prémios/salários que esses administradores recebem mas uma medida destas não resolveria nada.