segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ainda alguém acredita no mercado? ou na carochinha?

«[...] O governo dos Estados Unidos decidiu intervir para evitar a falência da companhia de seguros AIG, a maior do mundo, depois de esta não ter conseguido levantar por sua própria conta um empréstimo que a salvaria. O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu emprestar à AIG 85 mil milhões de dólares em dois anos. Em troca, assume o controle de 80% das acções da empresa, o que equivale, na prática, a uma nacionalização. [...]

Barney Frank, presidente da comissão de serviços financeiros do Congresso, disse ao New York Times que a decisão “é mais uma demonstração de que a falta de regulação dos mercados financeiros causou problemas sérios. O mercado privado destruiu-se ele mesmo e agora precisam do governo para vir ajudar a salvá-lo”. [...]

Robert B. Willumstad, o principal executivo da AIG, sai da empresa e deve receber uma indemnização de 8,7 milhões de dólares. [...]»


(Esquerda.Net --- 17-Set-2008 )

«[...] [O] governo e o Congresso dos Estados Unidos estão a preparar a criação de uma agência estatal que possa adquirir às sociedades financeiras os seus activos desvalorizados, permitindo-lhes salvar-se de eventuais falências e assegurando os seus lucros.

O anúncio desta nacionalização dos prejuízos das empresas financeiras foi muito bem recebido nas principais Bolsas mundiais, que nesta sexta feira conseguiram ganhos significativos, invertendo a tendência de quebra que vinham a registar. [...]»


(Esquerda.Net --- 19-Set-2008)

«[...] Esta sexta-feira, também o presidente norte-americano defendeu uma intervenção governamental para resolver os problemas dos mercados financeiros dos EUA num «momento crucial para a economia americana».

George W. Bush considerou mesmo que esta intervenção é «essencial» e que é necessário uma «acção sem precedentes» para responder aos desafios «sem precedentes» que a economia dos EUA está a enfrentar. [...]»


(TSF --- 19 SET 08)

«[...] A política dos neoconservadores americanos está a ser derrotada em todas as frentes. No campo da ética e da política externa há muito que deixara de ser uma vergonha nacional para se transformar numa tragédia global. [...]

O bando de Chicago, com o defunto Milton Friedman à cabeça, fez escola em todo o mundo, mas são cada vez mais os discípulos arrependidos. [...]

Por que motivo, em Portugal, não aparece, agora, alguém, no PSD ou no CDS, a insistir na privatização da CGD e da Segurança Social? Nem um tal António Borges, vice-presidente da Dr.ª Manuela Ferreira Leite? Nem Pedro Passos Coelho?[...]»


(Ponte Europa --- Setembro 19, 2008)

«[...] O Tio Sam deixou a cartilha liberal da economia e actua com mão bem visível. [...]

É a nacionalização automática antifalências. E o mercado aplaude. [...]»


("Correio da Manhã" --- 20 de Setembro de 2008)

«[...] O departamento do Tesouro norte-americano publicou ontem à noite uma ficha explicativa do plano governamental de 700 mil milhões de dólares (483 mil milhões de euros) que está a ser negociado com o Congresso para salvar o sector bancário nos Estados Unidos. [...]»

(PÚBLICO.PT --- 21.09.2008)